Entrevista com Vitor Ronaldo Costa 

Fonte:  CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - www.cvdee.org.br

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Tema : Aborto

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01.Visão do Espiritismo sobre aborto provocado

10.Aborto e câncer 

02.Mulher que já praticou aborto

11.Aborto, prova e expiação

03.Espírito mais elevado

12.Concordância do pai

04.Aborto praticado em vida anterior

13.Abortos involuntários

05.Protestos a favor do aborto

14.Retorno ao mundo espiritual

06.Pílula que acaba com a gravidez

15.Esterilidade

07.Uso de contraceptivos

16.Legalização

08.Aborto e estupro ou risco para a gestante

17.Aborto obrigado pelo pai ou marido

09. Como ajudar os que praticaram aborto?

18.Devemos discutir aborto em reuniões públicas?
01.Como é considerada pela Doutrina Espírita a questão do aborto provocado? (índice)

Resposta: De acordo com o item 358 de O Livro dos Espíritos, existe sempre um crime quando transgredimos a lei de Deus. A gravidade de um atentado à vida humana não pode ser medida pelo tamanho da vítima. Há crime sempre que se interrompe a vida de um embrião de alguns milímetros ou de um ser adulto com 1,90 m de altura, porquanto em ambas as circunstâncias, o espírito terá anulada a existência, tendo que recomeçá-la em outra oportunidade.


02.Quando uma mulher já praticou o aborto e, com o esclarecimento da Doutrina Espírita, arrependeu-se profundamente e deseja ardentemente ter um filho, mas é solteira e já passa dos 35, é lícito fazer inseminação artificial?
(índice)

Resposta: O arrependimento sincero é sem dúvida o primeiro passo no caminho da reabilitação moral, qualquer que seja a falta cometida. Desejar um filho é uma aspiração natural do sexo feminino e no caso da mulher não ser casada ou não manter relações sexuais com um parceiro fixo, creio mais lógico e simples a adoção de uma criança. Caso esta alternativa não lhe seja possível, resta a esperança da inseminação artificial, hoje em dia, um notável recurso da medicina moderna, se bem que mais dispendiosa e ainda cercada de algumas implicações éticas. Porém da minha parte, não vejo impedimento algum, pois além de ser uma via reencarnatória alternativa, a mulher poderá curtir uma gravidez desejada e igual as outras, interagindo desde o início em bases amoráveis com o seu futuro filhinho.


03.Quando o Espírito é mais elevado, ele tem mais liberdade em relação ao feto, ou seja, sua ligação é mais flexível, correto? Neste caso ele também sente as dores de um aborto provocado?
(índice)

Resposta: Em tal situação seria compreensível pensar-se mais em dor moral do que física. A tristeza sentida pela entidade reencarnante, a decepção para com aquela que deveria recepcioná-lo no mundo dos vivos na qualidade de mãe, certamente contribuiriam para aumentar o seu constrangimento.


04.O fato de uma mulher não poder ter um filho por problemas físicos nesta encarnação será conseqüência de aborto praticado em alguma vida anterior?
(índice)

Resposta: É possível pensar-se nesta relação de causa e efeito se subordinarmos todos os acontecimentos terrenos ao ascendente espiritual. Porém, do ponto de vista médico existem certos obstáculos orgânicos que uma vez identificados pela medicina e devidamente removidos, permitem uma gestação normal. Agora, o cuidado que os reencarnacionistas devem ter é evitar buscar no "karma" a explicação teórica para tudo o que os incomoda. Isto seria a super valorização dos vários "complexos de culpa" dos quais precisamos nos libertar. A própria existência constitui-se um desafio a ser vencido com denodo, disposição, trabalho honesto e respeito às leis morais da vida, caso contrário, alimentaremos uma interminável "neurose cármica" que certamente interferirá em nossa disposição de luta e alegria de viver.


05.Existe atualmente algumas pessoas influentes no Brasil e no mundo que estão fazendo protestos e passeatas em favor do aborto. Se isso se tornar muito forte e der chance de ser aprovada a lei a favor do aborto, a espiritualidade interferiria para que isso não chegasse a acontecer ou a lei seria mesmo aprovada, por causa do livre arbítrio do povo?
(índice)

Resposta: O livre arbítrio é uma lei cósmica criada por Deus e posta a serviço dos seres inteligentes com a finalidade de facultar-lhes o exercício da liberdade com responsabilidade. O mundo espiritual jamais interferiria em decisões decorrentes da vontade da maioria encarnada, mesmo que tais decisões se revelassem reconhecidamente desastrosas. Além do mais, as conseqüências de uma postura equivocada serão devidamente identificadas mais adiante por todos aqueles que a consentiram. O sofrimento corretivo sob a forma de expiações educativas habitualmente se encarrega de restabelecer a ordem cósmica com o passar dos tempos. Assim tem acontecido com os altos e baixos experimentados pela humanidade terrena no decorrer de sua trajetória evolutiva.

06.Foi aprovada pelo órgão de saúde dos Estados Unidos uma pílula que acaba com a gravidez logo no início. Este órgão americano é muito bem conceituado e provavelmente chegará ao Brasil, por meios ilegais, tal pílula. Qual o impacto desta decisão no mundo? Como será que as pessoas envolvidas neste tipo de decisão poderão resgatar seus erros no futuro?
(índice)

Resposta: Infelizmente, o impacto de tal decisão será desastroso. A pílula abortiva é fruto de uma ciência materialista descompromissada para com a ética divina. Os cientistas que se desviaram do caminho do bem e optaram pela destruição da vida, concretizando engenhos atômicos ou produzindo drogas abortivas capazes de impedirem as reencarnações, certamente prestarão contas de seus atos indevidos ao tribunal de suas próprias consciências.



07.É considerado aborto o fato de uma mulher casada que deveria receber em seu lar um filho e não o tem porque não lhe interessa ser mãe e o evita através de pílulas anticoncepcionais?
(índice)

Resposta: O aborto provocado presume a expulsão uterina de um embrião através de manobras intempestivas e voluntárias consentidas pela gestante. O uso de contraceptivos orais, ao contrário, evita a gravidez sem que se cometa um atentado à vida. As pílulas anticoncepcionais, quando utilizadas indiscriminadamente pela mulher casada, com o intuito de jamais engravidar, poderão contribuir para adiar os reencontros previamente programados no plano espiritual. Em alguns casais que assim procedem, observa-se a exaltação do egoísmo e a predisposição à uma vida fútil voltada exclusivamente para os prazeres mundanos. São desacertos voluntários a serem devidamente corrigidos em próximas incursões reencarnatórias.


08.Em qualquer circunstância o aborto será sempre um crime, porém o que dizer do aborto quando a gestação ocorre em uma jovem iniciando a adolescência como fruto de violento estupro, se entendermos que o crime de estupro não é programável na reencarnação? E no caso de risco de vida comprovado para a gestante? (índice)

Resposta: Particularmente não encaro como crime o aborto praticado em caso de risco de vida para a paciente. Veremos algo sobre a questão mais adiante. Mas fixando-me no alvo da presente questão, eu diria da dificuldade de se avaliar se o estupro é ou não uma condição cármica, não obstante concordar que a gravidez resultante seja uma questão séria e delicada a ser resolvida com juízo e bom senso. Qualquer justificativa transcendental que se busque para o estupro cairá sempre no terreno das hipóteses e em nada auxiliará. São casos em que só a própria vítima, após avaliar os prós e os contras, poderá tomar uma decisão. Todavia, um detalhe precisa ser destacado. A interrupção da gravidez na eventualidade do estupro não deixa de se configurar em uma contravenção, pois se um espírito foi encaminhado é porque o mundo maior estava alerta e permitiu a ligação da alma reencarnante com o embrião; isto se partirmos do pressuposto que nada acontece à revelia de Deus. O aborto consentido em decorrência de um estupro, em princípio, contempla duas condições humanas imediatistas: 
1- Visa a penalizar o espírito reencarnante e não o executor do ato; 
2- É programado no calor das emoções desequilibradas, muito mais por revolta, ódio e orgulho ferido do que por uma atitude sensata. 

Outras questões de ordem espirituais poderiam vir à baila no caso de uma gravidez por estupro, vejamos: poderia tratar-se de um espírito afinizado com a futura mamãe e não de um inimigo do pretérito; e, poderia o reencarnante ter chegado ao regaço materno por meio de tão traumático mecanismo, cuja razão só venha a ser conhecida, quando a própria mamãe retornar à pátria espiritual. A opção pela interrupção da gravidez também não isentará o campo mental materno de resguardar remorsos e arrependimentos futuros. A prática clínica tem comprovado este detalhe. A imprensa já divulgou em reportagem um certo número de crianças fruto de estupros, alguns anos depois, ao lado dos seus familiares. O surpreendente é que nenhuma das mulheres envolvidas havia se arrependido de ter levado avante a gestação, pelo contrário.

Apesar de lastimarem a forma como tudo aconteceu, demonstravam apego, amor e carinho pelos seus filhos, ou seja, outra disposição de espírito bem mais afetiva, em relação aos pequeninos. Logo, eu não posso decidir aqui por uma conduta uniforme. O grau de amadurecimento e de formação moral, educacional e religiosa da criatura vitimada e de seus familiares certamente ditará a conduta mais consentânea com os reclamos do coração. Entretanto ressaltamos uma outra questão: uma insanidade jamais deve ser paga com outra insanidade mais grave. Seria penalizar com a morte um bebê, muitas vezes, saudável e que poderia se tornar amado e bem quisto no dia de amanhã. Enfim, diante do exposto, cada qual avalie o seu próprio coração e defina posição diante do problema proposto. Em tempo: toda gestação que realmente ofereça risco de vida para a gestante pode ser interrompida, pois " É preferível sacrificar o ser que não existe ao ser que existe". Isto está exposto na questão 359 de O Livro dos Espíritos.



09.Como podemos ajudar de forma eficaz irmãos que nos procuram com culpas imensas assolando-lhes os espíritos por terem cometido aborto no passado?
(índice)

Resposta: A terra é um planeta de provações e expiações, portanto habitado por seres de mediana evolução. Todos somos espíritos comprometidos e, se possível fosse recordar o passado, nos chocaríamos com os delitos e crimes bárbaros praticados por nós mesmos. Ninguém pode considerar-se puro, pois seria uma presunção pueril. Parece-nos que a melhor maneira de ajudar a quem se sente culpado é convidá-lo ao uso do bom senso e tentar enfatizar que qualquer procedimento de reconstrução espiritual implica na mobilização da boa-vontade. 
Digamos então que o esforço do auto-soerguimento passa por três etapas:
1- Conscientização do erro cometido. Isto porque ninguém se julga devedor se não admitir a própria culpa. 
2- Arrependimento sincero acompanhado do pedido de perdão a Deus. Atitude sensata porque Ele é o Senhor da Vida. A reconstrução íntima da moral implica no arrependimento sincero do delito cometido e na aceitação das conseqüências posteriores, sem que haja blasfêmia nem revolta. 
3- Empenho no trabalho reparador. Ninguém se livra do sabor amargo do fruto colhido se não se dispuser a reparar o prejuízo imposto aos outros pela semeadura incorreta no passado. Pois bem. O remorso deve ser substituído pelo desejo de auxiliar ao semelhante, especialmente, as crianças carentes albergadas em orfanatos. O trabalho assistencial traz dupla vantagem, senão vejamos: evita a ociosidade mental e colabora decisivamente para o engrandecimento espiritual do ser, autêntica maneira de se retomar a caminhada evolutiva. Além disso, reforçaríamos um lembrete: a adoção é sempre a melhor das medidas redentoras.


10.Minha mãe fez um aborto há 24 anos e depois disso nunca mais teve saúde, estando desenganada pelos médicos por conta de um câncer no colo do útero que lhe trouxe grande sofrimento. Apesar de estar livre desta doença, outras seqüelas apareceram, trazendo-lhe osteoporose e osteomielite (pelo tratamento com radioterapia). A minha dúvida, finalmente, é em relação a este destino que ela está vivendo. Será que ela já não sofreu bastante ou o que ela poderia fazer para reparar este erro ainda nesta vida?
(índice)

Resposta: O problema particular desta criatura está sendo colocado de forma a supervalorizar o fato de 24 anos atrás. O sentimento de culpa não trabalhado devidamente por ela própria assumiu um papel de destaque, ao ponto de incriminar os transtornos clínicos de hoje como possíveis formas de resgate cármico. Habitualmente, osteoporose, neoplasia maligna, osteomielite e outras enfermidades mais acometem milhares de criaturas no mundo sem que as mesmas tenham se envolvido com abortos. Parece-me que se criou um ponto de fixação obsessiva em torno do assunto, levando os familiares a se penalizarem do "destino que ela está vivendo..." Quem somos nós para julgar se alguém já sofreu bastante, se em verdade, desconhecemos o seu passado reencarnatório? 
Além de tudo, não olvidemos que sofrimentos do presente podem estar associados a problemas seculares, logo, o correto seria cultivar a resignação operante e assumir, enquanto em vida, uma atitude combativa, semelhante a que foi comentada na questão anterior. Uma boa terapêutica psicológica ao lado de um melhor entendimento das verdades espíritas certamente contribuiriam para melhorar as condições de seu psiquismo na reencarnação atual.


11.Pode-se dizer que um espírito que sofre o aborto está resgatando uma falta que tenha cometido no passado? O aborto pode ser para o espírito reencarnante uma prova ou expiação?
(índice)

Resposta: O comentário desta pergunta baseia-se nos ensinamentos kardequianos. Penso que, em alguns casos, isto pode perfeitamente acontecer. Aliás, em O Livro dos Espíritos, identificamos uma questão sugestiva que nos fala de prova para o espírito reencarnante. 
"355 - Existe, como indica a Ciência, crianças que desde o seio materno não são viáveis? Com que fim isso ocorre? Isso ocorre com freqüência; Deus o permite como prova, seja para os pais, seja para o Espírito destinado a reencarnar."

12.Quais as conseqüências da concordância do pai na realização do aborto?
(índice)

Resposta: Ele é tão ou mais culpado que a mulher, especialmente no caso em que a sua influência sobre a vontade feminina tenha sido exercida pelo direito da força.

13.Abortos involuntários, complicações no parto, como posso entender estes acontecimentos? O espírito pode estar rejeitando sua missão terrena?
(índice)

Resposta: A rejeição reencarnatória é uma possibilidade levada em conta pelo modelo espírita. A outra ocorreria por injunções cármicas da própria gestante. No entanto, existe um terceiro fator, muito mais comum do que se pensa e freqüentemente identificado em reuniões mediúnicas: trata-se da obsessão espiritual. Inimigos do pretérito podem interferir na gestação motivados pelo desejo de vingança. Conta-se entre esta categoria de desafetos espíritos que foram rejeitados em passado longínquo ou recente, por meio do aborto; espíritos que se sentiram afetivamente traídos no pretérito pela atual gestante e que lançam mão de todos os artifícios imagináveis para que a mulher não encontre a felicidade com o seu atual companheiro e assim por diante. São modelos obsessivos passíveis de serem corrigidos mediante a aplicação da desobsessão espírita. É muito comum, em grande número de casos, após a conclusão do tratamento espiritual observar que as próximas gestações evoluem normalmente.

14.Quando um espírito sofre o aborto ele retorna ao mundo espiritual na forma de um feto ou isto depende do seu grau de evolução?
(índice)

Resposta: Certamente ele retorna à espiritualidade com a forma perispiritual contraída. Some-se ao fato, o estado de revolta ou de decepção experimentada em virtude do intenso trauma psico-emocional e das profundas cicatrizes psicológicas registradas no campo mental da entidade. Diante deste quadro admitimos que a retomada de sua forma anterior demore o tempo correspondente ao refazimento da mente em estado de conturbação. Durante este período, o espírito permanece em sono e submetido à terapêutica magnética instituída pelos espíritos socorristas, médicos e enfermeiros do astral, conforme aprendemos na literatura mediúnica patrocinada por André Luiz.


15.O fato de uma pessoa não ter engravidado até agora e já estar com 39 anos, pode ser uma escolha de prova (a de não ter filhos para cuidar dos filhos do coração nessa encarnação), pode ser uma expiação (por algum motivo que desconhecemos) ou, a mais grave, pode ser por ter feito muitos abortos ou apenas um aborto, mas o suficiente para marcar profundamente o perispírito?
(índice)

Resposta: Se a esterilidade decorre de decisão pré-reencarnatória, nada a comentar. As outras hipóteses, no entanto, por envolverem atentados às leis morais da vida, implicam em conseqüências mais ou menos doridas implícitas no processo corretivo a que todos estamos sujeitos. Dependendo do interesse da criatura em apressar a sua própria evolução por meio do trabalho reparador no campo do bem, os quadros de sofrimento poderão ser minimizados, pois o amor fraternal a serviço dos semelhantes "cobre uma multidão de pecados." Não olvidemos a presença da misericórdia divina a favor de nossas vidas. Penso que se não fosse a realidade de um Pai de infinita misericórdia, a carga de sofrimento curtida pela humanidade rebelde seria tão intensa que poucos a suportariam.


16.Como o Espiritismo vê as tentativas de legalização do aborto no Brasil? É possível que realmente aconteça a interrupção de uma vida em benefício de outra (no caso, aborto necessário). Como fica a situação daquele que a interrompeu (médico) e daquela que estava gerando (mãe) perante o Espiritismo?
(índice)

Resposta: Os espíritas, por serem conhecedores de causa, aguardam com certa preocupação o desenrolar das tentativas de descriminalização do aborto no Brasil. O mesmo acontece com os demais cristãos filiados a outros credos religiosos, assim como os judeus, mulçumanos e adeptos de outras confissões religiosas que não admitem a liberação do aborto por motivos fúteis e eugênicos. É preciso que se diga que grande percentagem da coletividade não o deseja no Brasil. Este movimento é fruto de uma minoria ativista, visivelmente assessorada pelas "sombras", mas que consegue influenciar os meios de comunicação de massa e influenciar alguns políticos descompromissados com a ética evangélica e sempre preocupados em auferir vantagens materiais. Quanto a questão do aborto praticado com a finalidade de salvar a vida de uma gestante de alto risco já foi comentada em quesito anterior. Apenas para complementar as últimas interrogações deste item 16, acredito, com toda a isenção de ânimo, que o bom-senso demonstrado pelo Espírito de Verdade ao acenar com a possibilidade de intervenção médica nestes casos especialíssimos, seja a conduta mais acertada e que o médico e a gestante estejam isentos de reflexos cármicos negativos.


17.Tenho amigas que praticaram aborto quando jovens, ambas por interferência de terceiros (uma o pai a "obrigou", tinha só 14 anos e a outra o marido, tinha 18 anos). Ambas hoje sofrem com a impossibilidade de ter filhos. Qual é o grau de responsabilidade delas? E como posso ajudar com alguma palavra a aliviar a dor das mesmas?
(índice)

Resposta: É preciso entender que todo delito possui agravantes e atenuantes. Perante Deus, se a criatura demonstra boa índole e tenha sido forçada contra sua vontade, os atenuantes minimizarão o fato e permitirão a gradual ascensão do ser desejoso de auto-aprimorar-se. Se eram jovens quando o fato aconteceu, elas dispõem pela frente de toda a reencarnação para trabalharem a favor do bem. As que não conseguirem engravidar poderão adotar crianças abandonadas ou apelar para a inseminação artificial, pois quase sempre Deus permite que os espíritos queridos cheguem às nossas mãos através de manobras bem urdidas pelo mundo espiritual. Basta que a criatura demonstre boa vontade. Conviver com a lembrança do fato lamentável em nada vai adiantar. Melhor seria arregaçar as mangas e partir para a luta existencial, repletas de otimismo, alegria e disposição de bem servir. Atentemos para o fato de que todos carregamos pesados fardos do passado e, que se por ventura nos confiássemos ao desespero ou à depressão, este mundo não passaria de imenso e autêntico manicômio espacial. No entanto, deve-se reconhecer a existência de muita gente boa, honesta e trabalhadora, apesar dos delitos perpetrados anteriormente. Por isso, o ideal seria que aprendêssemos a passar uma esponja no pretérito e despertássemos o nosso lado bom, trabalhando arduamente com o objetivo de edificar a pureza de nossos corações.


18.Deve-se tratar do assunto aborto em reuniões públicas? Qual o melhor enfoque a ser dado, já que na platéia muitas vezes estão pessoas que já praticaram tal ato?
(índice)

Resposta: A questão do aborto deve sempre ser ventilada em reuniões públicas ou não. Tudo depende da maneira como se aborda a temática. Evite-se por todos os modos o emprego presunçoso do "dedinho" moralista, jamais apele-se para as acusações desumanas, as reprimendas desnecessárias e as ameaças cármicas, como se nós outros estivéssemos isentos de imperfeições. Seria útil preparar a sociedade para participar de mutirões e movimentos esclarecedores sobre a momentosa questão, de modo que os políticos sentissem a força dos que trabalham em prol da valorização da vida. O chamamento para o bem deve ser efetivado em qualquer ambiente, sem temores e sem que nos sintamos diminuídos, pois estamos a serviço do Mestre Amado e nada deve deter a nossa vibração. Tudo isto pode ser levado a cabo com o devido respeito ao próximo e boa dose de estímulo aos que nos escutam. A verdade ao ser disseminada, às vezes, constrange alguns, mas, se ela não for estacada, estaremos pecando por omissão. E neste sentido, a vida de Jesus é o exemplo maior para o cristão consciente do papel que lhe compete perante a comunidade planetária.

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